Bebeto Galvão (PSB) e mais três foram convocado para mês sem sessões.
No país, 24 parlamentares vão receber R$ 26,7 mil e mais 13º proporcional.
No país, 24 parlamentares vão receber R$ 26,7 mil e mais 13º proporcional.
Deputado
federal eleito para a legislatura que começa em fevereiro deste ano,
Bebeto Galvão (PSB) ocupa como suplente a vaga aberta na Câmara dos
Deputados, em Brasília, por conta da licença de Nelson Pelegrino (PT),
que foi nomeado secretário de Turismo da Bahia. Como suplente, ele
ficaria um mês num período em que as votações da Casa Legislativa estão
em suspenso. Em conversa com o G1 nesta terça-feira (6), Bebeto Galvão
afirma que abrirá mão do vencimento como suplente, que chegaria a R$
26,7 mil e mais 13º proporcional. A Câmara dos Deputados não recebeu o
pedido até a tarde desta terça-feira e informa que, quando for
oficializado, será ainda analisado pelo departamento, que ainda não tem
entendimento sobre o caso.
“Eu
construí a vida como homem vinculado ao mundo do trabalho e
compreendendo que os valores do trabalho são fundamentais para o ser
humano. Compreendo que minha chegada ao Congresso é fruto do trabalho
que realizei. Pensei em declinar à convocação. Mas refleti que o
fundamento democrático exige que se respeite a Constituição e ao
regimento interno da Casa. Quanto ao pagamento, estou pensando que nada
me obriga a recebê-lo. Vou promover a devolução de 20 dias em restrita
compreensão de que, mesmo sendo direito constitucional, o Congresso não
estará em plena atividade. Entendo que, não estando em pleno trabalho,
eu me obrigarei a fazer essa devolução”, afirmou.
A Bahia tem outros três suplentes para o
chamado “mandato-tampão”, são Sérgio Carneiro (PT), que assume o lugar
do novo governador da Bahia, Rui Costa (PT), que renunciou ao mandato;
Josepf Bandeira (PT) e José Carlos da Pesca (PRB).
Também em contato feito pelo G1,
Carneiro afirmou que vai concluir o mandato, receber o vencimento e
critica a data da posse, para ele, “incoveniente”. A equipe não
conseguiu falar com os outros dois suplentes pelo estado. “No meu caso,
fiz 17 meses dessa legislatura. fui relator do Código do Processo Civil.
Não há acréscimos de despesas. Ao ser convocado, o custo para o povo
brasileiro é o mesmo. Não estou fazendo nada de errado. Mudem a lei, mas
não criminalizem quem não está fazendo nada de errado. Isso é resultado
de uma dessintonia provocada pela Constituição Brasileira, na qual a
data da posse é extremamente inconveniente. Encaro isso com muita
tranquilidade porque, quando eu fui deputado, entre 1995 e 1999, propus
uma PEC [Proposta de Emenda Constitucional], em que o legislativo tomava
posse no dia 3 de janeiro, a eleição das mesas aconteceria no dia 4 e o
executivo tomava posse no dia 5. Mas ela não foi votada. Todo ano é a
mesma coisa. Todo mundo bate na mesma tecla, como se estivéssemos
fazendo algo de errado. Tem que mudar a Constituição. Não ter sessão não
quer dizer que não haja trabalho”, afirmou Carneiro.
As vagas
foram abertas após a renúncia ou a licença de deputados que tomaram
posse como governadores, vices, ministros ou secretários de governos
estaduais. A atual legislatura termina em 31 de janeiro, mas os novos
congressistas não trabalharão um dia sequer, uma vez que o Congresso
está em recesso desde 23 de dezembro – a posse dos eleitos em outubro
será em 1º de fevereiro.
O valor da
cota, usada para custear despesas com transporte itens como passagens
aéreas e despesas com gasolina e gasolina, varia conforme o estado.
Parlamentares do Distrito Federal recebem R$ 27,9 mil, o menor valor. Já
os deputados do Acre, têm direito a R$ 40,7 mil, o maior valor. Na
Bahia, o valor é 35.540,51. Ao todo, 24 suplentes tomaram posse. Um
deles, Humberto Michiles (PR-AM), pediu para não receber os vencimentos.
Pela
Constituição, a legislatura na Câmara é composta por 513 parlamentares
no período de quatro anos. Por isso, toda vez que uma vaga na Casa é
aberta, o suplente necessariamente tem que ser convocado, não importando
o tempo que faltar para o fim da legislatura. Durante o recesso
parlamentar, não há sessões no plenário e, por isso, as posses acontecem
no gabinete do presidente da Câmara.
Desistência
Domingos Leonelli (PSB-BA) ocuparia a
vaga de Nelson Pellegrino (PT-BA). A desistência de Leonelli deve ser
publicada nesta terça no “Diário Oficial”. Depois disso, foi convocado
para assumir o mandato o suplente Bebeto Galvão (PSB-BA).
Fonte: SINTEPAV-BA
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