Engenheiro bateu ponto na repartição pela última vez em 1990
Na Índia, assim como no Brasil, o funcionalismo público é geralmente
uma opção profissional para toda a vida. Ainda assim, um engenheiro
alocado no Departamento de Obras Públicas acaba de ver escapar o seu
sonho de estabilidade. Também pudera. Após 24 anos sem aparecer no
serviço, o governo conseguiu agora em janeiro autorização para
destituí-lo de sua função.
Segundo a Reuters, a última vez que o indiano A.K. Verma bateu ponto
na repartição foi em dezembro de 1990, dez anos depois de seu ingresso
como assistente de engenharia da CPWD, responsável pela obras de
infraestrutura da Índia. Na ocasião, ele pediu afastamento alegando
problemas de saúde.
“Ele continuou buscando a extensão da licença, que não foi
sancionada, e desafiou as direções (da CDWD) para reapresentar-se ao
trabalho”, afirmou, em nota, o ministério de Desenvolvimento urbano na
última terça-feira, 6.
Mesmo após um inquérito de 1992, que concluiu que o engenheiro era
culpado por “ausência intencional de direitos”, foram necessários outros
22 anos até uma intervenção do gabinete do ministro para, enfim, sua
demissão.
As leis trabalhistas da Índia, que de acordo com o Banco Mundial
estão entre as mais restritivas do mundo, torna difícil demissões a não
ser por motivos criminais. E isso serve tanto para cargos públicos,
quanto para os privados.
Recentemente, o governo começou a propor novas leis que tornem mais
simples contratar e demitir mão de obra, em um movimento celebrado pelos
empregadores, mas bastante combatido pelos sindicatos.
Fonte: Estadão
Fonte: Estadão
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