O que mais observo em cidades interioranas, não é uma conscientização política, porém algazarra, daquelas que se aproxima à torcida organizada. Muitas chacotas, provocações, apostas e intrigas em prol de um lado sem propostas. Muito me atrai as campanhas em cidades grandes, onde o eleitor, diferentemente do nosso, se concentra nas propostas políticas de cada candidato. Não há tanto corpo a corpo, não há encontros com festas e bebedeiras e churrascos. Há propostas. Por que fazem tantas festas depois de longos quatro anos de escassez, por que tudo cai no esquecimento, é correto afirmar que o povo tem amnésia? A política deve ter mesmo uma torcida fanática por um determinado candidato ou ter pessoas atentas a planos de governo? Perguntam-me por que não declaro apoio, respondi porque eu pensava que o voto era algo secreto. A minha manifestação política vem na análise contida e na resposta na urna.
Marcos Uelbe

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