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domingo, 4 de janeiro de 2015

Quantos mais morrerão?


Hoje vivemos reféns dos Bandidos, já não podemos não podemos mais sair de nossas casas. Não acreditamos nem confiamos mais em ninguém e temos medo até de nossa própria sombra. Tenho 40 anos de idade, cresci ouvindo os mais velhos dizer que o jovem era o futuro da nação. Nesses meus 40 de vida lutei e continuo lutando por muitos ideais. Participei e ajudei a criar o primeiro grêmio estudantil dessa cidade, fui membro e ajudei a fundar diversas associações rurais e urbanas, participei da criação de cooperativas e sindicatos, grupos jovens, rádios comunitárias, participei de protestos contra desigualdade social, contra racismo, luta pela terra, luta por água, luta por segurança, entre tantas outras coisas. Mas mesmo aos 40 anos, quase 41, ainda continuo ouvindo que o jovem é o futuro da nação. Que futuro é esse que não chega? Nos últimos anos começamos a ver crimes em Tucano todos os meses, depois todas as semanas e agora praticamente todos os dias.

Cada um que morre, é apenas mais um, na estatística da criminalidade. Ninguém faz nada, ninguém investiga nada e ninguém sabe quem são os autores de tanta e nem a motivação para tanta atrocidade. Até quando vamos continuar vivendo com medo? Medo de sair nas ruas, medo até de atender a porta quando a campainha toca.

É hora de se fazer alguma coisa urgente para reescrever a nossa história, que todos os dias é borrada com sangue de pessoas por crimes que viram pilhas de papeis em gavetas de tribunais que quase nunca chega a um veredicto e nem aponta um culpado.

Fica uma interrogação em que todos se perguntam: Quantos mais morrerão?

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